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sexta-feira, outubro 02, 2009
sexta-feira, agosto 07, 2009
Cyborg

Não sou muito de postar coisas sérias, não porque não goste delas ou porque me incomodem, mas normalmente encaro este lugar de encontro como algo de mais trivial e leve. Afirmo aqui que nada tenho contra o trivial e o leve, mas a cultura e os bons raciocínios prefiro lê-los nos blogues de quem sabe. No meu blog, costumo ser pouco reflexivo e mais de impulsos.
Mesmo assim, hoje não posso mesmo deixar de partilhar, com quem passa por aqui, um livro que encontrei a semana passada em Madrid e que me condiciona o pensamento. Tenho de dizer que comprei o livro por questões profissionais e também porque o tema é um daqueles que me interessa desde sempre. O livro em questão "Cyborg" e cujo autor espanhol é Igor Sádaba é uma obra de uma curiosidade exemplar, porque consegue abordar as questões de diferentes pontos de vista e oferece uma panorâmica fabulosa à volta do assunto.
Hoje em dia utilizamos computadores de todo o tipo e de uma maneira inimaginável só até alguns anos atrás. De qualquer forma e espécie, os computadores são utilizados como ferramentas de facilitação das tarefas mais repetitivas mas também das que requerem especiais cuidados e a elaboração de grande quantidade de informação. Os computadores utilizados para inúmeras tarefas, são um auxílio que já moldou o nosso modo de pensar e de actuar, transformando-se rapidamente num prolongamento do nosso próprio corpo.
Mas o que se passa no momento em que estes objectos deixam de ser um prolongamento do nosso corpo para passar a fazer parte dele? Sim, porque o homem biónico já não é só um filme de ficção, mas neste caso a realidade já ultrapassa largamente o imaginário. A implementação, por exemplo, de câmaras oculares que permitam a devolução da visão à pessoas que já não viam há muito tempo é uma realidade de entre muitas que já fazem parte de muitas rotinas clínicas. A integração de elementos mecânicos em seres humanos já é uma realidade que pode levantar qualquer tipo de discussão e de pensamento.
Como Igor Sádaba diz, sempre fomos habituados a separar a matéria animada e orgânica daquela inanimada dos objectos, ficando pouco claro onde começa o humano e onde acaba a máquina, onde começa o natural e onde acaba o artificial.
Resumido aqui da forma mais simplista, o livro em questão propõe-se aqui como uma ferramenta de pensamento que nos obriga a reflectir sobre quem somos, por onde queremos ir e de que forma queremos faze-lo.
Aconselho o livro porque é excelente. Não consigo deixar de ler.
Mesmo assim, hoje não posso mesmo deixar de partilhar, com quem passa por aqui, um livro que encontrei a semana passada em Madrid e que me condiciona o pensamento. Tenho de dizer que comprei o livro por questões profissionais e também porque o tema é um daqueles que me interessa desde sempre. O livro em questão "Cyborg" e cujo autor espanhol é Igor Sádaba é uma obra de uma curiosidade exemplar, porque consegue abordar as questões de diferentes pontos de vista e oferece uma panorâmica fabulosa à volta do assunto.
Hoje em dia utilizamos computadores de todo o tipo e de uma maneira inimaginável só até alguns anos atrás. De qualquer forma e espécie, os computadores são utilizados como ferramentas de facilitação das tarefas mais repetitivas mas também das que requerem especiais cuidados e a elaboração de grande quantidade de informação. Os computadores utilizados para inúmeras tarefas, são um auxílio que já moldou o nosso modo de pensar e de actuar, transformando-se rapidamente num prolongamento do nosso próprio corpo.
Mas o que se passa no momento em que estes objectos deixam de ser um prolongamento do nosso corpo para passar a fazer parte dele? Sim, porque o homem biónico já não é só um filme de ficção, mas neste caso a realidade já ultrapassa largamente o imaginário. A implementação, por exemplo, de câmaras oculares que permitam a devolução da visão à pessoas que já não viam há muito tempo é uma realidade de entre muitas que já fazem parte de muitas rotinas clínicas. A integração de elementos mecânicos em seres humanos já é uma realidade que pode levantar qualquer tipo de discussão e de pensamento.
Como Igor Sádaba diz, sempre fomos habituados a separar a matéria animada e orgânica daquela inanimada dos objectos, ficando pouco claro onde começa o humano e onde acaba a máquina, onde começa o natural e onde acaba o artificial.
Resumido aqui da forma mais simplista, o livro em questão propõe-se aqui como uma ferramenta de pensamento que nos obriga a reflectir sobre quem somos, por onde queremos ir e de que forma queremos faze-lo.
Aconselho o livro porque é excelente. Não consigo deixar de ler.
Etiquetas:
Books,
Design,
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